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.Daniela
.27
anos
.Gêmeos
.Ascendente
em escorpião
.Paulistana
morando na Bahia
.Flamengo
de nascimento
.Atlético
Mineiro de coração
.Produtora
.Ex-Quase
jornalista
.De
mudança
.One
love, on life
.Louca
por navios de guerra
.Tatuada
7 quase 8 vezes
.Míope
qual uma marmota
.Apaixonada
por chuva
.Filha
de Yansã
.Colunista
do Crivo
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Centro de Documentação -
CEDOC
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05 de junho
Os mosquitos tsé-tsé são lenda ou verdade?
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Os dragõezinhos vieram em forma de espéculo. Troço ruim da porra! Eu tiro músico de meio de briga, pastoreio todos eles pra dentro do ônibus ao menor sinal de tiroteio, ando com canivete aberto na palma da mão se não confiar no ambiente e nas figuras, discuto com segurança de 2 metros, mas não me faça ir ao médico! Como eu odeio aquele ar professoral, aquele ar condescendente, de quem detém todos os segredos do mundo, e se eu for uma boa menina e comer todo o meu jantar, ele vai me deixar saber um pouquinho.
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Eu ouço há quase dois anos, adoro, mas vou enjoar pq o povo vai descobrir agora: 3Doors Down. Puseram If I could be like that como uma das músicas-tema da Malhação, e já viu: caiu na Malhação, virou pop. Quero ver quando vão descobrir Mighty Mighty Bosstones, American Hi-Fi, Jimmy Eat World...
*******
Eu estava olhando pro meu quadro de fotos e pensando que tava na hora de trocar tudo. Todas as fotos. A maioria são fotos de trabalho, tem muita coisa do 7+7, uma foto de entrega do Poupa Ganha em Vitória da Conquista (acho q a minha primeira lá, com Nildão, meu repórter, Queixada, meu cinegrafista-show, André...), váaaaaaaarias do especial de final de ano do barco, na Band, e amigos, muitos. Tem uma minha com o Zeca Baleiro e o Luna, e o filme não roudou direito, fazendo uma superposição engraçada: o Luna ficou cercado por váaaaaaaarias garrafas de cerveja. Tem uma minha com o Pe. Marcelo, que a Luciana bateu e fez duas cópias, q uma era pra mandar pra avó da gente... :o), Cafajestes, Hermeto Paschoal (SABOROSÍSSIMA ENTREVISTA, foto linda!), Jheremias, quando os irmãos ainda estavam juntos.
Amigos muito antigos: Dan, primo da Verena, na época que namorava minha irmã, Gil, Léo, Igor, Kákas, Lorde Black, Márcio Bahia. Encontros que não voltam a acontecer: Eg Marley, Danny Wolf, João, Rodrigo e Eu. Eles brigaram entre si... Beterraba, minha daschund que morreu com o motor turbinado (quando ela fez 11 anos, meio caidinha, a médica receitou complexo B pra ela. Turbinaram o basset, ela achou que tinha achado a fonte da juventude eterna, corria pela casa... Foram mais cinco anos com a velhotinha achando que era pinup...:o), Luma, vira-latas mais linda do mundo, Henrique, Luís e Caneca, do Rio...
Porra nenhuma que vou mexer nesse quadro! Vou é fazer outro!
rabiscado por
Daniela Henning
at 3:26 PM
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31 de maio
Espiritismo é um esporte radical. Na boa, aquela velhota que estava no Centro hj não tem idade nem preparo físico pra ficar rolando de um lado pro outro no chão, esperneando e batendo nos outros. Pré-requisito para doutrinadores: curso de segurança com diploma, defesa pessoal, incluíndo imobilização do agressor, boa forma.
Manhãzinha tumultuada no Centro. Meus obsessores, todos os 5 que saíram hj, eram carregados. Não que eu tenha melhorado de imediato, mas meu pai falou que não é assim, não, querer chegar e já sair saltitante. É um tratamento.
Engraçado eu ter que voltar pro zero pra recomeçar meu Caminho, e um Caminho que nem sei se é o meu. Já meio entediada, estourou na minha cabeça, como rolha de champanhe, uma máxima que me acompanha há tempos: "Não se pode louvar ao Superior num lugar construído pelas mãos do homem". Danou-se, né? Abstraí total, só voltei quando começou a prática mediúnica. Quem não tem uma certa familiaridade, se assusta. É uma incoerência de vozes, de entidades, de energias. É muito forte, não recomendo aos imressionáveis.
Tá, estou há minuuuuuuuutos falando sobre espiritismo, e vc nem sabia que eu era espírita, né? Ah, não tem interesse nenhum em saber? Ah, frequenta a Catedral da Fé? Damn it, eu já tinha acabado de falar mesmo... :o)
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Relutei, mas tenho que dividir isso com vcs! Hj vou falar das minhas insurreições intestinais.. Que jogue a primeira pedra aquele que nunca, em momento algum na vida, teve prisão de ventre. Pois bem, eu tenho. Minha irmã tem. Bom.
Bom? Bom pq não foi vc que passou o feriado às voltas com supositórios glicerinados!!! Bom pq não foi no seu, né?
Como tomo muitos remédios, não queria nada para o problema intestinal que tivesse q passar pelo estômago. Mais uns dias, e uns comprimidos de qualquer coisa, e não vão nem precisar me embalsamar quando eu morrer, tamanha a quantidade de porqueiras que circulam pelo meu organismo.
Num ato heróico, pedi ao meu pai que trouxesse os tais torpedinhos de glicerina. Ele trouxe, coloquei na geladeira e fui entoar mantras pra tomar coragem. Voltei na cozinha, peguei a embalagem, apontei o dedo pra ela e fiz as honras da casa:
— Pai, esse é seu genro.
Se ele ia ser tão íntimo meu, tinha que ao menos conhecer a família...
Dignidade acima de tudo. Minha confiança ia sendo minada por cada passo em direção ao banheiro. Certo, vou poupá-los dos detalhes.
Uma hora depois, e nada. Mais um supositório. Mais uma hora, mais um supositório. Na quarta hora, eu já estava olhando pra eles com ar de carinho. Eu já estava até torcendo pra continuar sem fazer efeito...
Desisti deles. Geminianas são volúveis e impacientes. Eles me prometeram coisas que não cumpriram! Qualquer relacionamento fica abalado com esse tipo de atitude!
Apelei pro tal Lactopurga, que prometia milagres! Mas a minha irmã tb resolveu que ontem era o dia dela tb. Tomou dois.
Calculei o horário, já que a lenda dizia que o efeito era em 12 horas. Como tinha compromisso para de manhã cedinho, ingeri meu fazedor de milagres à uma da manhã, e tomei um só.
Catzo... 3 e meia, meia hora depois de eu ter apagado a luz pra tentar dormir, as entranhas se contorceram.
— Se alguém ouvir anjos na janela, abram, que é pra mim!
Peguei uma reta pro banheiro... E quem eu encontro? Helga, com um sorriso rasgado no rosto, sentadinha, lendo classificados.
— Helga, pelo amor dos Deuses, sai rápido!
— Já vou!
E fiquei eu na porta, sofrendo.
Resumão rápido:
.fizemos romaria a noite inteira, Helga e eu.
.meu organismo se nega a ingerir qualquer outro remédio nos próximos 4 anos. Nem Melagrião ele aceita.
.QUE ESPÉCIE DE PESSOA LÊ CLASSIFICADOS AS 3 E MEIA DA MANHÃ???
.efeitozinho meia-boca.
Cai o pano, próximo ato.
rabiscado por
Daniela Henning
at 3:16 PM
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26 de maio
Delay... É que dormi o sábado inteiro, e passei a noite de ontem brigando com o ICQ da Verena (ela lá, eu cá). 4 horas depois da primeira tentativa (e nós no telefone)/, descobri que tinha um firewall instalado na máquina dela. Tentei descobrir qual era o firewall, não consegui, desisti. Quando eu avisei q estava jogando a toalha, um milagre aconteceu: o ICQ conseguiu se instalar!
Tudo OK? Não. Minha conexão, neste momento, se desfez, e nem um frango na encruzilhada fazia com q ela voltasse. Voltou. A luz caiu. Minha lanterninha de trabalho já estava pendurada no pescoço e foi acendida. A luz voltou. Vamos voltar pro ICQ? Agora não dá mais pq aconteceram fenômenos paranormais no quarto onde estava o computador dela. 3 batidinhas na janela (ela mora no sexto andar!!), parava. 3 batidinhas na parede (E ESSAS EU OUVI!!!), parava. Quando as 3 batidinhas vieram de dentro do armário, ela desligou o computador e saiu correndo do quarto. Mais meia hora no telefone, a luz caiu de novo. Voltou. Dormi.
rabiscado por
Daniela Henning
at 3:11 PM
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24 de maio
A Mari comentou um post abaixo, e a pergunta me lembrou de tanta coisa que a resposta acabou virando post... Brigada pelo gancho, Maaaaaari!:o)
Amor irrestrito é aquele que sabe perdoar as falhas do objeto amado, e o mais importante, convive bem com elas. Não é ignorar os erros, coisa que a paixão sempre faz. É saber que esses erros existem e aceitar que o objeto de amor os têm. É não condicionar o amor à melhoria de qualquer item da personalidade, do vestuario, dos hábitos, das crenças, de nada. É amar pelo prazer de amar, seja amigo, namorado, pai, mãe, cachorrinho... É amar de olho fechado.
Eu passei boa parte da minha vida condicionando o meu amor a um tipo físico, a um certo nível intelectual, a um determinado padrão de comportamento. Perdi muito tempo tentando mudar um, dar um jeitinho no outro, aparar as arestas de um terceiro... Quem, ainal, sou eu, pra determinar qual é o certo? Quantas oportunidades eu perdi de encontrar um cara maravilhoso pra ser meu namorado, um amigo "pau-pra-toda-obra"? E tudo pq o homem em questão ou o candidato a amigo não preenchiam aqueles pré-requisitos que eu mesma havia estabelecido...
Há uns dois anos eu tinha uma colega de trabalho, Aleqüisandra (assim mesmo, com trema e tudo!), por quem eu nutria a mais forte antipatia. Ela pisou na bola comigo na primeira vez em que trabalhamos juntas, e quase joga todo o meu trabalho janela abaixo. Foi um erro grave, sim, mas eu superdimensionei. Resultado? Eu só via defeitos nela. Todos eles, os que ela tinha e os que ela não tinha.
Ela morava numa cidade distante 200 km de onde eu morava (Ela em Jequié e eu em Itabuna), e nossos acertos eram feitos por telefone, uma ou duas vezes por semana. Eu não tolerava nem a voz dela, as conversas eram um suplício. Comuniquei ao meu chefe o acontecido, disse que a nossa convivência (QUE NÃO EXISTIA!!) estava numa situação precária e pedi a cabeça dela. Vcs não têm noção do quanto me envergonho disso hoje, dessa postura arrogante, imatura (Entendeu, Mari, quando eu disse que esse blog era um exercício de auto-flagelo? Já imaginou o que é pra uma geminiana com ascendente em escorpião admitir que sim, foi arrogante, que sim, errou?).
Marcelo, meu gerente, pediu pra que eu desse mais um prazo para que ela se reabilitasse. Topei, totalmente descrente da redenção.
Numa conversa de botequim, na mesma noite, eu comentei com uma amiga que ia fazer um esforço enorme para gostar DE VERDADE da Aleqüisandra para queimar o karma todo nesta vida. Já imaginou ter q encontrar com ela na próxima encarnação? Meio na brincadeira, eu comecei a entoar "Eu tenho a capacidade do amor irrestrito, e como tal, amo todas as pessoas como elas são" em ritmo de mantra.
A mentira (?) repetida mil vezes vira verdade. Somado a isso, passei a viajar duas vezes por semana para Jequié, e nossa convivência realmente passou a existir. Comecei a descobrir que a Aleqüi era uma batalhadora, que tinha saído lá do interior do Rio Grande do Norte por causa de um sonho, o de dar certo. Me flagrei rindo das piadinhas dela, passei a ver que o que eu rotulava de puxa-saquismo era o esforço dela em agradar, não por eu ser uma pessoa que dentro da empresa tinha um cargo superior, e sim pq eu era eu. Só por isso.
Me dei conta de que eu realmente tinha aprendido uma parte da lição do amor irrestrito quando ela esteve em Itabuna para a reunião semanal e eu, pela primeira vez, a convidei pra o ritual de todas as segundas-feiras: a cerveja gelada no Bar do Senado com todos os representantes de todas as cidades onde tinhamos uma filial da empresa. E eu REALMENTE queria q ela ficasse. E mais: fofocamos como duas comadres velhas a noite toda, descobrimos mais afinidades, descobri mais dos bons valores dela. Ficou tarde, e acabei convidando ela e o irmão (que tinha vindo junto, já q a estrada entre as cidades era péssima, e Aleqüi, além de assumidamente barbeira, tinha um carro que estava estertorando) para dormir na minha casa.
MEU APARTAMENTO, meu sacrossanto refúgio, meu Castelo de Caras, onde só iam aqueles a quem eu realmente amava. Naquela hora eu descobri que realmente tinha conseguido amar aquela porrinha baixinha com todos os defeitos e qualidades que ela tinha. Só então conversamos sobre o incidente do primeiro trabalho, mas dessa vez eu não tinha como intenção servir a cabeça dela numa salva de prata. Eu queria que ela entendesse que aquele tipo de procedimento faria com que o sonho dela de crescer na vida fosse atrasado. Meu desejo de que ela mudasse não era egoísta, não era pra que eu pudesse me beneficiar profissionalmente de uma possível melhora dela. Queria que ela avaliasse a necessidade de alterar o modus operandi para que as coisas ficassem mais fáceis para ela mesma. E se ela não concordasse com o meu ponto de vista, a mim caberia apenas respeitar a decisão final. Mas não deixar de amar por causa de uma discordância.
A conversa funcionou, ela ponderou, seu trabalho passou a ser mais reconhecido, e eu, por outro lado, aprendi muito de estratégias de mercado com ela. Continuamos amigas.
Quando todas as bases da Bahia foram desativadas, ela foi a única funcionária da nossa região (que abrangia 10 subregiões, cada subregião com 10, 15 funcionários fixos e uns 80 prestadores de serviço) a ser reaproveitada em outro estado. Foi requisitada pela base da Paraíba, considerada base-modelo, e já viajou promovida. Ela participou do último ritual das segundas-feiras, dormiu lá em casa de novo e foi embora na terça.
A vida acaba fazendo jogo de empurra, e acabamos perdendo o contato. Mas podia ter sido pior. Eu podia ter perdido uma amiga que fofocava sobre "como fulaninho é bonitinho, né?", que dirigia (e aquele era um caso sem salvação...) mal pra caramba, que guardava o meu salgadinho preferido do meu boteco preferido em Jequié, e que sim, fazia suas cagadas, pisou na bola, bagunçou meu coreto uma dúzia de vezes. Podia nunca ter tido a amiga a quem amei irrestritamente.
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E pq a exigência do amor irrestrito tem sido recorrente?
Não sei. Talvez não tenha aprendido a lição direito, talvez eu tenha que tornar mais abrangente o meu conceito de irrestrito. Talvez seja essa a minha missão, de fato. Talvez eu tenha esquecido da história da Aleqüi, e por causa disso, venha repetindo os mesmos erros.
Fato é que tenho me encontrado, principalmente de um ano pra cá, em situações onde amar sem um único traço de egoísmo teria me poupado de mais da metade dos meus impasses. E em momento algum eu tentei entoar "Eu tenho a capacidade do amor irrestrito, e como tal, amo todas as pessoas como elas são" mil vezes até virar verdade de novo.
rabiscado por
Daniela Henning
at 3:06 PM
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22 de maio
Depois do grande evento agregatício da noite de ontem, rumamos Samuel, Márcio Telmo e eu pro Labirinto do Minotauro. Quer dizer, Shopping Iguatemi. Do início? Reunião? Vamos lá...
Consegui marcar uma reunião com todos os músicos e GR ontem. Foram todos e no horário. E eu achando que milagres não aconteciam mais.
(Ouvindo Chopin. Noturno, Opus 15 em fá maior. Escondam as lâminas!!!)
Foi uma repetição da conversa no show de sexta. Um discurso lindo, pouca ação, nada de dinheiro. Terminada a reunião, cada um pro seu lado.
Como conseqüência de uma conjunção planetária que só acontece de 15 em 15 anos, peguei uma carona com os meninos até o Iguatemi e acabamos no Nacif. Duas cocas e um chopp na mesa. Confidências. Lendas. Cumplicidade. Um kibe. Acho q saímos mais fortes como amigos. Gosto daqueles caras.
Fui dormir na casa do Emerson, amigo há mais de dez anos, a essência da praticidade masculina. O mundo está caindo, e depois de me ouvir falar meia hora sobre angústias, problemas, inquietações e limites emocionais, ele só me diz: " Relaxa! Potência não quebra. Potência no máximo trinca".
Emerson mora com um amigo gatinho, o Jones. Ele foi quem me recebeu, e — engraçado como são as coisas — foi quem me deu o que eu mais precisava ontem: carinho, atenção, cuidado, preocupação. Ouviu tudo, sentou no chão comigo, opinou, confortou. Homem do caralho, aquele... Emerson chegou com mais problemas do que eu, descarregou tudo, tomou banho e enfim conseguimos, nós três, manter um diálogo civilizado.
Tomei um banho frio, daquele que tem mais cara de pajelança do que de banho mesmo ("Saí, espírito ruim, saiam, maus fluidos, deixe entrar as energias de Tupã!"), estiquei na cama, esperei aquela entidade Lady Zu terminar seu número, Bel Kutner, que está cada mais Dina Sfat, fazer a propaganda do seu espetáculo, para enfim receber o psiquiatra com nome de sacanagem (Olavo Pinto).
Seu Pinto ia explicar os Transtornos da Bipolaridade, ou Psicose Maníaco-Depressiva. Ou simplesmente eu.
Eu não sei pq ainda conto com o bom senso do Jô Soares. Eles falaram de tudo, menos de PMD. O máximo que consegui ordenhar da entrevista foi que o portador de Transtorno da Bipolaridade passa da depressão para a atividade intensa. Eu, todinha. E que são necessários mais de seis meses para caracterizar uma patologia. Eu só constatei o que já era um fato: sou PMD patológica.
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Bom, seis e meia da matina, sem dormir por um segundo, peguei um ônibus que levou uma hora pra chegar em casa. Jones ainda me levou um comprimido de Valeriana na cama, disse que era pra eu ficar bem, me deu um abraço e foi trabalhar. Homem do caralho, aquele...
Deus deve conhecer bem o burrinho que Tem aqui em baixo, pra jogar tanta carga assim em cima do meu lombo...
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Ainda faltam 24 dias. A propósito, não sei se comemoro o fim do inferno astral ou meu aniversário.
Votem, organismos, votem...
rabiscado por
Daniela Henning
at 2:58 PM
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20 de maio
Não podia inventar mais nada...
Fiz um teste bizarro sobre qual partícula fundamental (?) eu era. Como o link tá quebrado,e a imagem não entrou, não deu pra postar, mas o resultado dizia, entre outras coisas, que eu era um fóton, que era apressadinha, com luz própria e que não tinha massa.
Não tenho massa? Rá! Parei de acreditar nesses testes (HÃ?)
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Gente, Jesus, me chicoteia!
Acreditem, isso existe!
E o link para comments é :
Desce o chicote, fariseu!
A internet, essa misteriosa...
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Sim, o fim de semana.
Tragédia grega, com alegria e tristeza.
Resumão:
.os caras não iam tocar se não tivesse pagamento dos atrasados.
.eu não ia produzir se não tivesse pagamento dos atrasados.
.eles tocaram.
.eu produzi.
.foi um show do caralho (nunca vi Samuel tratar a bateria daquele jeito).
.o meu mui estimado pagante sumiu sem pagar a van.
.o cara da van disse que ia largar o serviço no meio por falta de pagamento.
.eu desci da van e disse que ele não era homem, com o dedo em riste.
.Chagas e João Paulo jogaram panos quentes.
.paguei o serviço completo da van.
.chorei duas horas seguidas, novidade na minha carreira (quem me conhece sabe que sou durona...).
.pedi demissão.
.acho q voltei hj.
.Acioly não chegou no horário (e quem estava ligando naquelas alturas?)
rabiscado por
Daniela Henning
at 2:55 PM
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17 de maio
Reunião de produção. Se alguém pronunciar essas palavras na minha frente nos próximos 4 dias (sab, dom, seg, ter. 4 mesmo..) vai ter a dentição abalada em definitivo...
O meu (em teoria) pagante não apareceu. Detalhe: a reunião era NA CASA DELE! Nunca, em 25 anos e exatos onze meses estive tão perto da apoplexia fulminante do que quando o porteiro me disse:
— Seu GR saiu!
— Hein?
— Tem mais de meia hora...
Meu pai, um herói q me conduz pra essas roubadas, já tinha partido a milhão. Acionei a tecla 2, e muito maduramente sugeri:
— PAIÊEEEEEEEE, VOLTA PRA ME BUSCAAAAAAAAAR!!!
Santo homem, aquele. Voltou.
Desliguei do papai, e acionei o outro produtor, Ricardo.
(ouça no volume máximo. É, aos berros, mesmo...)
— Eu sou uma profissional, não sou nenhuma guria recém saída da escola brincando de produtora! Eu tenho anos no mercado, não aprendi a trabalhar ontem, não! Eu não admito ser tratada dessa maneira, isso é anti profissional (isso tem hífen?)! As pessoas acham q minha pouca idade (acreditem, já ouvi isso!) significa irresponsabilidade, mas quem me conhece sabe que sou mais competente e responsável q a maioria dos outros produtores! Eu só tenho cara de idiotinha, MAS EU NÃO SOU!!
Escândalo feito, pedi ao Rick que comunicasse a causa e a conseqüência ao meu (espero em Deus!) pagante, e pedisse uma solução. Disse q se o tal não me ligasse, ele q se transformasse numa van para levar músicos, q negociasse com a produção (de merda) do evento, que fizesse o diabo, pq eu não ia.
Ricardo ligou, conversou com pai dele (do GR) e disse q se o dito cujo não ligasse até meia noite de ontem ou o meio dia de hj (hj pra mim ainda é quinta), q ele procurasse uma nova equipe de produção e roadie, pq sairíamos ele, João Paulo (irmão-roadie dele) e eu.
GR ligou de manhã cedinho pra mim, pediu desculpas... Ainda bem que não tenho porte de arma. Nessa parte do roteiro é q a mocinha plantaria uma azeitona quente na testa do bandido, sopraria o cano fumegante e caminharia em direção ao pôr-do-sol, rumo ao final feliz com seu Torrãozinho de Açúcar.
Orçamento enxuto, não previ uma arma e uma bala. O cavalo já tinha, o Torrãozinho de Açúcar tb. O bandido vaselinou tanto a mocinha q entrou. Isso posto (hã?), fugiu a galope no seu pangaré q toma remédio para não fazer cocô em público (JURO!!!), e a mocinha ficou esperando o roteirista entregar o final.
*******
Meu estômago acaba de pedir demissão...
Diz q sobreviver à base de couve flor e só, no almoço, tudo bem. Mas essa descarga initerrupta de ácido gástrico nele é q não dá pra aguentar...
— Tudo tem um limite, Daniela!
— Mas...
— Não tem mas! Vc me alimenta mal, quando alimenta; tem uma vida péssima, desregrada; um emprego que te deixa histérica de terça a sábado, se estressa nos outros dias... E NUNCA ME PAGOU O ADICIONAL POR PERICULOSIDADE!
— Mas vc sabia que era assim quando aceitou o emprego!
— Nananinanão! Vc ia ser juíza, trabalhar três vezes por semana e levar uma vida mais saudável! Lembra da garrafa inteira de conhaque vagabundo, que vc entornou só pra esquecer de um cara mais pilantra que o conhaque?
— Vc não pode usar nossos segredos contra mim!
— Ah, não? Nós nos encontramos nos tribunais!
Pq?
Só pq a van só foi fechada agora de manhã (POR MIM!), pq eu tive q avisar músico por músico do horário do show e ser perguntada por cada um a respeito do cachê sem que GR tenha me dado uma certeza, pq estou sentada neste computador desde uma da tarde planilhando Rotina, Mapa de Apanha, Agenda Oficial. Ah, tb pq não me avisaram que a outra banda ia levar bateria, pq eu não sei que porras o Samuel, baterista, deve levar de perféricos pessoais, pq vamos fechar o show, pq liguei duas vezes pro meu Docinho e ele só foi doce comigo no segundo telefonema. Tá, ele estava no meio da equipe de trabalho na primeira vez. mas ele nem me chamou de Dani...
(chuif)
Sim, e só por causa disso meu estômago quer ir embora?
(berra uma voz raivosa lá de dentro)
— Não esquece de dizer que vc só conseguiu avisar o Márcio Telmo do horário do show há 15 minutos, que ainda não sabe se o Acioly, saxofonista e elemento principal da abertura do show, vai terminar o outro show a tempo de chegar para a abertura desse! Humpf, jornalista só publica o que quer...
Tá dito, Sr. Estômago, tá dito...
rabiscado por
Daniela Henning
at 2:52 PM
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15 de maio
"So, for once in my life,
LET ME GET WHAT I WANT!!!
Lord knows it will be the first time"
The Smiths
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Sim, e o que exatamente eu quero?
(a) Medicina 2003
(b) Teatro mudando sua vida
(c) Dee's Italian Guide
(d) Vivendo entre Koalas
(e) Um realejo, um mico e a sorte de todo mundo dentro da minha caixinha (Ok, Mrs. God...)
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Alguém tem mais alguma sugestão?
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Reunião de produção, essa estranha entidade que faz meu coração disparar. Finalmente consegui MARCAR um evento agregatício para hoje, ao soar da 21ª badalada do relógio, na casa do nosso mui estimado pagador (hã?). É claro que nem por um doce (Danieeeeeeela, isso é produto da sua imaginação...) eu estarei lá no horário. Uma coisa que aprendi é que NINGUÉM consegue ser pontual nesse meio. E vamos rezar ao Todo-Poderoso, presente em todas as coisas, para que as pessoas não terminem o happening se maltratando...
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Chutei o pau da barraca, arrumei meus alfarrábios e fui à praia. Tarde psicodélica, com Verena. A conversa foi do druídismo ao Freud, passando pelo gostosinho de cavanhaque e sunga preta, que ficou imitando Johnny Bravo a tarde inteira, e terminando nas crises existenciais desta que vos escreve (juro, foi pouquinho. A Verena tinha crises mais existenciais que as minhas..).
No pôr-do-sol, a turma do lado aplaudiu, tal e qual nos remotos anos 90 no posto 9. Quase me entusiasmo e acompanho, mas meu anjo da guarda segurou minhas mãos a tempo.
rabiscado por
Daniela Henning
at 2:49 PM
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14 de maio
Tem reunião, não tem reunião. Tem reunião, não tem reunião.
SE TIVER REUNIÃO, EU NÃO VOU!
Isso foi ontem à noite, depois de um impasse mexicano. Não consigo falar com GR, os músicos me ligam pra confirmar ensaio, para pedir notícias de cachê... Que porra, informação é a minha matéria prima. Se eu falhar nisso, não tenho função absolutamente nenhuma, é melhor fazer Direito e ser sócia do Guilherme daqui a uns poucos anos. E fazer o que sempre planejei pra minha vida: seis da tarde fecho o escritório, junto uns bons amigos, daqueles que chegaram com a gente até ali, coloco Collin Hay cantando "Into my Life", abro um whisky e jogo a tampa pela janela.
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Pimentinha é um bar que só abre às segundas feiras. Pra entrar, vc recebe um descarrego com folhas de arruda e benzedura. O bar, mesmo, é um "cacete-armado", expresão baiana das que mais gosto, que significa armegue. Tudo desparelhado, um monte de coisas penduradas nas paredes, uma privada com uma escultura de um cocô que quase merece ser chamado de doutor, tamanha imponência. Putz, o Pimentinha é um estudo sociológico.
E deu certo. Esse show de "excentricidades" fez com que fosse um bar badalado. Outro item que fez com que ele se tornasse o sucesso que é é o fato de abrir segunda feira, dia que a galera (músicos, produtores, estrelinhas), que voltou de shows no final de semana, tem para curtir realmente.
Fui parar lá, ontem. Precisava respirar o mesmo ar de pessoas de sucesso, de bem com a vida, sem encheção de saco. Queria ver gente que usa pink com verde cana e funciona (tá, eu fiz funcionar, ficou tudo na minha vida. Quebrei com o preto, claro!)
Recomendo? Não sei ainda.
1. Fui com Lucas, Anne e Maynard (Lucas foi meu guitarrista n'Osparetto, Anne veio na leva e Maynard é um amigo dele pra cuja cama pulei depois de uma dispensada que levei de um falecido aí. Claro que broxei, não deu (dei) em nada, mas ficamos amigos.). Papo mais cabeça do que com as paquitas amigas do Lucas. Então já desviou um pouco a atenção do ambiente.
2. Música ao vivo. Voz e violão. Predicado pra uns, defeito pra outros. Quer me ver doente é me fazer ouvir aquelas mesmas musiquetas de bar: Dia Branco, Lilás, Se, Oceano... Valei-me, Nossa Senhora das Produtoras! Lá pelas tantas (não antes de duas da matina) eles começaram a atualizar um pouco o repertório. Tocaram alguma coisa do Barão Vermelho (eu acho), algumas coisas da fase hype dos Paralamas do Sucesso... E ficou melhor quando os músicos presentes fizeram uma quase jam, improvisando vocais, baterias e percussões nas mesas e cadeiras. Mas durou pouco.
3. Uma arara me encarando. Viva. Mais uma das minhas muitas particularidades é que tenho pavor de qualquer coisa q tenha bico, penas e asas. Ela ficava pendurada na parede do banheiro, e nas três vezes que fui ao reservado, fiquei dividida entre mirar o vaso sanitário (façanha que qualquer mulher sabe ser um exercício de contorcionismo) e encarar a arara, com medo de que ela se jogasse em cima de mim, me mordesse, me arranhasse, me furasse os olhos, emaranhasse no meu cabelo... Ganhou a arara.
4. As pessoas tem mania de tentar extorquir as outras. 4 whiskies de 5ª , 3 pepsis light, 4 couverts artísticos (2 reais cada): 34 reais. E cadê a conta discriminada? A conclusão da história é que o garçom tem o número 34 como de sorte e cuspiu na gente pra ver se colava.
Fora isso, o cadápio que ele nos deu tinha preços menores que os cobrados pelo bar na realidade. E ele ainda foi ligeiramente estúpido. Se foda, depois de muito discutir, pagamos a conta com o preço do nosso cardápio. Total (com 10%): 29 reais.
Mas o Pimentinha é bacana. Vou tentar semana que vem de novo. Outra mesa, outro garçom, longe da arara, mais tarde, pra pegar a galera descoladinha fazendo uma jam mais atualizada.
rabiscado por
Daniela Henning
at 2:43 PM
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13 de maio
Descobri como se ganha o campeonato do Nordeste.
O meu primeiro dia de férias começa com a minha empregada narrando o domingo dela.
"Fui jogar futebol contra o time do Cheirinho, fiz o "Gol Mamãe" pro meu cachorrinho. Acabou o jogo, umas cervejinhas, uns vinhozinhos, umas calabrezas. Depois fui dançar pagode na frente da casa de uma colega, que colocou a TV virada pra rua. Foi só alegria. Quando meu Baêa (torcedor do Esporte Clube Bahia NÃO consegue falar o nome do time!) ganhou, a gente gritava e comia sarapatel, caruru e vatapá!
Ou seja: ritos tribais ainda fazem um time fodido ser campeão da Copa do Nordeste! O tal do Robgol (?) jurava que era handbol, aparando bola com a mão...
Esperem ano que vem. Vou jogar futebol na manhã da decisão do título, fazer um "Gol Mamãe" pra Naninha (e ela que não esteja lá pra ver!), dançar pagode na frente da casa do Zeba com a televisão virada pra baixo (o idiota mora no sexto andar. E é Bahia!) e quando o Vitória ganhar eu vou comer sarapatel, caruru e vatapá.
Ah, não, comida de santo não! Pagode, futebol... ainda vale o sacrifício. Mas sarapatel, blá-blá-blá, isso não!
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Daniela Henning
at 2:41 PM
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10 de maio
Chupado de um blog genial: Surra de Pao Mole
Estou de luto: ontem pela manhã, um caminhão da Yakult tombou na BR116, enquanto ia de São Lourenço do Sul (RS) até Blumenau (SC).
Milhões de lactobacillus vivos morreram...
Humor diametralmente oposto... Feliz? Não, mas destilando adrenalina.
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Fui realmente reprovada em Tele 2.
Engraçado. Eu trabalho com TV desde a época do Repórter Esso. Será que eu realmente preciso fazer Telejornalismo 2 quatro vezes? Só pq abandonei a matéria nas últimas duas vezes em que peguei? E tive algumas faltas ao longo de um semestre conturbado?
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Daniela Henning
at 2:40 PM
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07 de maio
Quem? quem vai pra aula de Assessoria?
Eu? Pra ouvir aqueles organismos comentando do REDECOM, evento do qual NÃO participei?
Vou ficar em casa, me programando eternamente para estudar para Ética amanhã.
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Nunca durma com os olhos abertos.
É, não sei que raios que fiz, se fiquei pensando demais na vida, se posicionei o olho mal... Não sei. Fato é que quando consegui dormir, os olhos permaneceram abertos. Tenho certeza!!! Arderam muito, quando, meia hora depois, por volta das 5 da matina, eu acordei para tirar os pés do travesseiro e lá acondicionar a cabeça.
Louca? Claro que não, vc me respeite!!
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As aventuras da Daniela pelo sertão baiano estão quase prontas. É que estava usando a máquina desdentada do quarto, e as teclas f blá-blá-blá. Vc conhece a ladainha.
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Alguém tem uma fazenda no centro da Austrália pra me vender? 160 de frente, 250 de lateral. Km, não hectares, claro! Compro com as ovelhas. Condição sine qua non: SEM GALINHAS!!!
Aliás, nem galinhas (tem galinhas na Austrália? Me cheira a uma coisa tãaaaaaaao tupiniquim...) , nem cacatuas, embora o nome seja lindo, nem porra nenhum que tenha bicos, asas e penas. Fobia, né?
Tratar com Zeba, meu procurador, já que foi ele que inventou de ir pra Austrália. E já que eu voltei à clausura (Ué, e saí quando?).
Café da manhã, estooooooooooooou indoooooooooo
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Daniela Henning
at 2:36 PM
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06 de maio
Hoje, em Salvador, só dirige quem tem carteira de arrais-amador pra cima.
Não dou uma hora pro rio (?) da avenida Centenário subir...
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No segundo capítulo "Conhecendo Daniela", você verá:
. Eu, produtora do Guiga Reis
. A viagem para uma cidade cujo nome não me recordo
. A esfiha (imperdível!)
. O que mais houver (e houve muito, muito mais!!)
Só que antes eu vou descongelar no chuveiro. Sim, eu devo ser a paulistana mais fajuta do mundo, mas meu pobre corpo passou por tantas variações climáticas no último final de semana que hj, quando caiu um pouco a temperatura, foi suficiente para que eu me tornasse um experimento vivo da criogenia.
Eu já volto!
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Daniela Henning
at 2:34 PM
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03 de maio
Toda sexta feira eu me questiono a respeito da validade de me levantar, olhar no espelho, tomar banho, olhar no espelho de novo, procurar uma roupa no meu ármario (que está todo espalhado na cama de baixo do beliche. Pensemos assim: sempre quis um closet...), entrar nela, comemorar que a saia já está tão folgada que posso levar alguém comigo dentro dela, tomar café da manhã, pentear o cabelo, brigar para abrir a porta (defeito, claro.) (Na porta, claro.), brigar para fechar a porta, esperar 40 minutos por um ônibus ( posso caminhar até a praia e pegar váaaaaaarios lá, mas acho desforo ver aquele povo vagabundando e eu toda enfatiotada no ponto de ônibus), caminhar pelo matagal do campus de Ondina por bem uns 10 minutos, subir dois andares enoooooormes de escada e me dirigir à sala de aula.
Pq me questiono?
PQ NUNCA TIVE UMA AULA DE TELEJORNALISMO II QUE FOSSE PRODUTIVA!!!
A FACOM deve ser a única faculdade do mundo onde vc pode pegar a matéria 2 antes de pegar a 1. Essa aberração acaba fazendo com que os idiotinhas do 2o. semetre façam essa matéria conosco, dinossauros que querem mais é sair logo da faculdade. Pode parecer esnobismo, e é, mas eu tenho mais tempo de trabalho com TV que a minha antiga professora de Tele 1. Tele 2 é uma versão piorada da primeira disciplina. E a professora tem que ensinar rudimentos para os guris.]
Eu gasto dois reais de ônibus (é, minha irmã nem fez a caridade cristã de ir me buscar hoje!!) por nada. E ainda descobri que estou na lista de prova final pq não tinha equipamento disponível para fazer a terceira matéria, já que os merdinhas resolveram fazer, cada um, 300 documentários para o telejornal experimental.
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Ingestão de 58 comprimidos de alguma coisa. Esse foi o diagnóstico dos médicos que atenderam o Matt no hospital. Como foi a polícia que socorreu, o caso foi pra Côrte e ele foi mandado compulsoriamente para um hospital psiquiátrico. Já está consciente, e tem liberdade para conversar com a mãe e o irmão por telefone na hora em que quiser. Ainda não está conformado de estar internado, mas a previsão do médico que o acompanha é de que hj ele já esteja apto a começar o tratamento uma ala onde tenham menos malucos.
58 comprimidos. A reação de todo mundo é perguntar se foram comprimidos de Melhoral Infantil. Raciocine comigo: 58 comprimidos de QUALQUER COISA matam. Até de Alcachofra composta ou cartilagem de tubarão em pó. Matam, caramba.
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Um amigo de Recife ligou pro meu celular hoje e deixou gravadas na minha caixa de mensagem 4 das músicas que mais gosto do filme Imensidão Azul. É difícil de achar palavras adequadas para agradecer tamanha gentileza, tamanha generosidade. É um desprendimento maior do que consigo pensar.
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Estou na Super Máquina da mamãe. Ela está dormindo. Juro, juro que não coloquei sonífero nenhum no café dela...
(sorriso candido)
Juro...
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Daniela Henning
at 12:12 PM
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02 de maio
Estou na minha sessão diária de auto flagelo. Ouvindo Billie Myers, na torturante versão acústica. E digitando com este teclado capenga (mais uma dessas e eu vou presa! Quanta descortesia com deficientes...). Estamos combinados (sobe, Danuza Leão!) assim: se faltar um f, um p ou um b nas palavras, vc pega sua canetinha nanquim, pra não descombinar, e completa. Certo?
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Acho q mais nada pra hj... Só Matt que tentou se matar, e a gente não sabe se sobreviveu... Em tempo: Matt é um amigo, primo da Verena Patalógika, que mora nos USA. Vou ligar pra ela de novo daqui a pouco pra tentar notícias. Se eles não conseguirem falar com a mãe do Matt, eu vou pra lá pra falar por telefone com o padrasto dele, q não entende patavinas de português...
É duro fazer a própria imprensa. E dizem q jornalista fica feliz com notícia ruim...
Humpf!
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Meu teclado está fanho! Com todo o perdão aos portadores dessa deficiencia, eu odeio ter que esmurrar as letras F, P e B para escrever. Lóooooooogico que tem a outra máquina, mas ela é guardada por um cérberus hi-tech... É a Super Máquina (duh...) da minha mãe, permitida somente até as 16:00 em dias úteis e hora nenhuma em finais de semana e feriados. Como diria Pollo, um forte conhecido da comunidade rock and roll: "Stuffs*"...
*Para que tanto F?
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Uma semana sem sair de casa, amanhã tenho que enfrentar os dragões lá de fora... Aqui no castelinho tava tão melhor...
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Austrália, forte amigo Zeba, foi um projeto que acalentei por anos a fio... Cangurus carentes, koalas carentes, váaaaaaaaaaaaaarios homens de Marlboro (não são os próprios?) carentes... Mas agora?
A Itália se descortina aos meus pés, se apresenta cada dia mais bela...
Tá, discurso fudido, né?
Austrália 2003, Um Projeto de Vida...
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Mingau, um amigo lindo, que tem lindos olhos azuis, e nunca atualiza o próprio blog, esqueceu os sapatos na casa do Bruno, um outro amigo nosso. Sua mãe (a do Mingau) está achando que ele vendeu os sapatos para comprar maconha...
Cai o pano, próximo ato.
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Daniela Henning
at 12:07 PM
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01 de maio
"Um sexagenário americano está tentando criar o seguro contra desaparecimento de pessoas em aeroportos. (...) O tal americano está processando a American Airlines porque sua mulher desapareceu na escala de um vôo no aeroporto de Dallas. Faz quatro meses. Ninguém sabe onde a mulher — uma septuagenária — foi parar. A história é bem trágica. Ela sofre de Mal de Alzheimer. Ele anda em cadeira de rodas. Na tal escala, ao transferirem-se de um terminal para outro do aeroporto, acompanhados pelo pessoal da companhia aérea, a velha desapareceu. Como uma mala. Como um roubo de carro em estatística de Garotinho. Simplesmente desapareceu. "
Chupado da coluna do Artur Xexéo
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Daniela Henning
at 12:04 PM
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30 de abril
Acho q tenho q fazer uma coisa que já devia ter feito: Me apresentar. Não acho q ninguém realmente leia isso aqui, mas é uma tremenda descortesia com um eventual navegante que ele não saiba absolutamente nada. Vamos lá:
Sou Daniela, tenho 25 anos, faço 26 no dia 16 de junho, moro em Salvador, Bahia, mas sou paulistana. O resumo da ópera da uma "soteropaulistana". Estudo jornalismo desde a época em que os dinossauros ainda corriam por esta terra, minha pretensão de formatura era 2040, mas algo aconteceu. Acho que em junho de 2003 eu estou fora dali!
Também há anos sou produtora. Produzo para TV, para eventos, produzo jujubas, hamburger, tricot, crochê e tarot. Produzo tudo (estou desempregada). Me especializei em entretenimento, mas ando de paquera com o jornalismo propriamente dito.
Gosto realmente de tarot, odeio pagode e axé, sou doente por livros, tenho uma dificuldade miserável de emagrecer, mas estou conseguindo (pela enésima vez). Não estou namorando, não estou ficando, não estou nada com ninguém. Sou hetero por opção, rubro-negra por formação, geniosa por vocação. Adoro braços fortes com pelinhos louros de sol (Cláudio Poncherello) e cultivo uma estranha fascinação pelo CHIPs. Vc não se lembra do CHIPs? Os patrulheiros? 7-Mary-3 e 7-Mary-4? Poots...
Faço planos de ir para a Europa o mais rápido possível. Itália.
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Quase dez dias sem escrever. Mais uma faceta dessa minha personalidade esquizóide é que sou depressiva. Tenho crises bem ruins, onde não consigo reagir, sair de casa, nada. Só quero ler e dormir. Nesta última, fui obrigada a ir pra faculdade de manhã. Mas mesmo assim passei duas semanas trancafiada em casa, inventado motivos pra não sair.
Acho que o pior já passou. Já estou saindo sozinha pra tratar de futuras produções (a produção de show de um cara maneiríssimo de country, Guiga Reis), já estava tentando animar a Regina para ir ao Olodum hj...
É muito, mas muito difícil mesmo assumir publicamente que se tem depressão. As pessoas rejeitam, dizem que vc tem tudo na vida, que não passa fome, uma menina bonita dessas não tem nem motivo pra ficar triste.
Gente, é químico!!! Eu tenho uma deficiência de serotonina, que diminui as ligações dos neurotransmissores! Ou pelo menos eu li alguma coisa assim!
Ninguém escolhe ficar numa tristeza sem fim, ninguém fica sofrendo por esporte. As pessoas acham que a gente opta por ficar em casa olhando pras unhas do pé, esperando q elas cresçam. ISSO NÃO É VERDADE!
Logo eu, um ser humano que detesta ficar em casa, que mapeia a cidade pelos botecos que frequenta... Agora sei de cor a programação do Discovery Health.
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Consegui reestabelecer a rede entre as máquinas daqui de casa. Eu e o Emerson, amigo de 10 anos de cumplicidade. E por causa disso, consegui gravar os filmes em DiVX que tinha aqui. Orgazmo, que é maravilhoso; Blame it on Lise, episódio dos Simpsons que se passa no Brasil e q gerou uma polêmica bizarra...
Aí sobrou espaço. Aí eu lembrei do cd novo (?) do Zero, que ainda não comprei. Antes de comprar, experimentar. Fui no Submarino, procurei o cd e achei.
O que senti quando ouvi Quimeras Acústico é algo q não consigo descrever. O link é esse, é só clicar lá na música. Engasguei, os olos marejaram... Não consegui ouvir de novo, e olha que era só uma provinha de 40 segundos. Mas vale a pena, ouve lá.
Um adendo: Zero é a banda mais expressiva dos anos 80. Pelo menos pra mim. O Guilherme Isnard tem uma voz que não tem nota, as músicas são tudo. Conheci a banda em 86, acho, pirralha, e me apaixonei. Nunca esqueci.
Anos depois, já produtora, fui ao espetáculo "Chiquinha Gonzaga", com a Rosamaria Murtinho, já que ela gravaria um VT pra gente no dia seguinte. Fomos eu e Windson Bruno, que a terra lhe seja leve na hora certa, e lá pelas tantas, resolvi ler o programa.
Sabe quando o coração pára? Guilherme Isnard, com foto e tudo, fazia parte do espetáculo!!!!!!
Como profissional, já vi gente que não acaba mais, mas nunca achei muita graça no glamour. Ficar babado ovo de starlets não é minha opção preferida... MAS ERA O GUILHERME ISNARD!!!
Com uma pose beeeeeeem condizente com a de produtora do comercial do dia seguinte, perguntei ao Raul, produtor do espetáculo, se o Guilherme ainda estava lá, que queria cumprimetá-lo... É CLARO QUE EU NÃO IA DAR BANDEIRA, NÉ???
Ele foi checar... E ELE JÁ TINHA IDO EMBORA!!!!!!
Deuses, fiquei à distância de uma parede dele e não o encontrei???
Acho q era nessa parte do roteiro que eu cortava os pulsos...
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Daniela Henning
at 12:03 PM
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21 de abril
Alguma coisa tem q estar errada.
Repare só...
Estou eu, na paz do Senhor (?) vadiando pela Internet, esperando o Emerson voltar do almoço (ele configurou minha rede via internet, não é tu-do?), quando resolvo fazer as contas novamente de quanto falta pra viajar.
Lá vou eu... Site da Varig, que é ma-ra-vi-lho-so menos os preços... Alitalia, q nem vou linkar pq o site é uma droga... Ah, vc vai mesmo, né? www.alitalia.com.br , mas não diga que não avisei. Nem reserva eles fazem online...
Enfim... Onde estava? Ah, no q está errado... Pois bem, resolvi suissair.com, que redundou em nada, um site de redirecionamento.
Deus devia estar me alertando...
Digitei www.swissair.com e carregou rapidinho. Pro meu azar.
Em fonte 80,
GOOD BYE
E o texto abaixo:
Swissair stopped flying on March 31.
Swissair and its employees thank you for
your loyalty during the past 71 years.
We wish you all the best.
Tá, o erro, onde está?
EU CHOREI COPIOSAMENTE DEPOIS DE LER O ADEUS!
E o pior, e mais engraçado de tudo, é q fui reabrir agora para copiar o texto, e engasguei de novo... Gente, eu atingi o ápice! Não tenho mais pra onde enlouquecer! Eu só vi avião da Swissair duas vezes na vida, o mais perto q cheguei dele foi no aeroporto...
Desde sempre, aeroportos me deixam deprimida ao extremo. nunca fui ao aeroporto, viajando ou indo deixar alguém, ou buscar, que não sentisse uma agonia por dentro... Mas essa da Swissair desejar o melhor pra todos nós me arrebentou...
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Mamãe chega hj... de avião...
Airport, here I go again!
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Eu devo estar no meu melhor dia auto flagelo... Ouvindo Vonda Shepard cantando aquelas músicas-clichês-mas-que-eu-adoro de Ally McBeal... O q? Vc não gosta de Ally McBeal? Sério?
"I´m searching my soul..."
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Daniela Henning
at 11:57 AM
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18 de abril
Achei num blog saborosíssimo! Com a palavra, Carlos Martini:
Precisa-se de um namorado e um inimigo (tá feia a coisa, ambos os artigos estão em falta).
Bom, eu continuo sem namorado... e o último que tentou ser meu inimigo chegou novamente naquele ponto do qual não é mais possível me derrotar com argumentação lógica e partiu para as ofensas. Engraçado sim, stressante não né! De homem pra stressar a minha vida já me basta o carteiro me trazendo contas pra pagar.
Assim, volto a publicar meu anúncio:
O namorado
Exigências: não precisa ser bonito, mas tem que ter caráter, ser sincero, másculo (é claro, se eu gostasse de gay eu me bastava sozinho), inteligente, fiel, e não pode gostar demais de IRC. Será interessante se tiver um bom emprego com um bom salário, pq eu não sustento vagabundo.
Função a desempenhar: me dar dor de cabeça.
O inimigo
Exigências: não pode ser gordo, porque o excesso de gordura no cérebro causa problemas. Não pode ficar pedindo socorro para os amiguinhos cada vez que fica sem resposta diante dos meus argumentos. Ou seja, precisa ter um mínimo de inteligência para agir sozinho e ser capaz de seguir uma linha de raciocínio, no meio de uma discussão, sem partir pras ofensas ou mudar de assunto ao perceber que está derrotado. E acima de tudo, não pode ter desperdiçado os anos de escola: tem que saber escrever direito como um homem, e não como um bovino.
Função a desempenhar: me divertir.
Obs.: cargos não-remunerados.
Com algumas pequenas alterações nos comentários, Martini e eu temos as mesmas necessidades...
rabiscado por
Daniela Henning
at 11:55 AM
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16 de abril
Festa estranha, com gente muito esquisita... A aula de ética hoje foi estranhíssima. WG foi humilhado pelo departameto de Comunicação, e expôs o caso hoje. Aluno é foda. Não tem uma única alma naquela sala que não tenha um problema com ele. E todos, absolutamente todos, se "indignaram" com o fato do Wilson ter sido posto de lado para RS lecionar na matéria. Até BR, que passou os ultimos seis meses de 2001 amaldiçoando as dez gerações anteriores e posteriores do WG se levantou contra... Cambada de gente falsa.
By the way... ele me fez rir hoje. Disse que eu era muito séria, e eu lá, que nem o Gaúcho do Faustão. Aí ele comentou a minha ausência na segunda e disse q tinha sentido a minha falta. Tudo isso com aquele ar de escárnio dele.. Não deu. Abri um sorriso enorme de descrença...
Regina foi operada ontem e vou vê-la! E tenho médico hoje e amanhã. Hoje é do regime, amanhã é acupuntura... Dessa vez eu consigo levitar e atingir o nirvana... :o)
SEJA SINCERO E RESPONDA
Uma pergunta para você:
Responda com sinceridade e então você poderá autoavaliar sua moral.
Trata-se de uma situação imaginária, porém você deve decidir o que faria...
Você está em São Paulo, em meio ao caos dos terríveis momentos de enchentes que ocorrem em épocas de chuvas mais intensas (dessas capazes de acabar com o apagão).
Você é um(a) repórter fotográfico que trabalha para a CNN e está desesperado(a) , tirando as fotos mais impactantes.
De repente, vê PAULO MALUF dirigindo um Jeep, lutando desesperadamente para não ser arrastado pela correnteza, lodo e pedras.
No entanto, acaba sendo arrastado pela correnteza e você tem a oportunidade de resgatá-lo ou tirar a fotografia ganhadora do Prêmio Pulitzer, que daria a volta ao mundo ao mostrar a morte de tão famoso político...
A PERGUNTA É:
Você revelaria a foto em Preto e Branco ou Colorida?
rabiscado por
Daniela Henning
at 11:54 AM
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